"O Frans foi morto no jardim de nosso mosteiro
com um tiro na cabeça", afirmou o reverendo Ziad Hillal, outro líder
cristão. "Van der Lugt era um sírio entre os sírios, a quem se recusou a
abandonar, mesmo quando isso significou colocar sua vida em risco",
disse o ministro holandês das Relações
Exteriores, Frans Timmerman, em sua página no Facebook.
Uma figura querida entre cristãos e muçulmanosO
ativista Beibars Tilawi afirmou, via Skype, que a notícia causou grande
impacto até mesmo entre os rebeldes da região, que admiravam Van der
Lugt por seus esforços para reduzir os bloqueios, e sua luta contra a
fome na região. "Esse era um homem que vivia conosco, que comia conosco,
e que ficou em Homs mesmo quando os bloqueios foram reduzidos".
Albert Abdul-Massih, que trabalhou com Van der Lugt, afirma que o cristão estava otimista de que o conflito na Síria chegaria ao fim. "Ele me ligou há dois dias e me disse que tinha esperanças de que o cerco à cidade acabasse em breve. Ele era um sacerdote cristão, mas não era conservador. Amava cristãos e muçulmanos da mesma forma, e cuidava das pessoas gratuitamente", afirmou. "Sua morte foi uma grande perda".
Albert Abdul-Massih, que trabalhou com Van der Lugt, afirma que o cristão estava otimista de que o conflito na Síria chegaria ao fim. "Ele me ligou há dois dias e me disse que tinha esperanças de que o cerco à cidade acabasse em breve. Ele era um sacerdote cristão, mas não era conservador. Amava cristãos e muçulmanos da mesma forma, e cuidava das pessoas gratuitamente", afirmou. "Sua morte foi uma grande perda".
Cristãos representavam cerca de 10% da
população da Síria antes do início da guerra civil em 2011. Protegida
pelo governo de Bashar al-Assad, a minoria tem sido atacada por
opositores do presidente.
Embora tenha permanecido em Homs mesmo após o
êxodo de cristãos da cidade, Van der Lugt, que gravou um vídeo falando
em árabe sobre a fome na região, mantinha uma boa relação com as
comunidades locais.
"Não me sinto um estrangeiro, e sim como um árabe entre os árabes.
Não vejo as pessoas como cristãs ou muçulmanas. Vejo-as primeiro, e
sobretudo, como seres humanos", afirmou Van der Lugt em seu vídeo de
apelo.